Editorial

Pode o Outro ser marcado na tradução a não ser através da língua(gem), através de um sabor outro e alhures? Para Milan Kundera, a resposta parece clara. Traduções que domesticam textos literários estrangeiros de modo a assimilá-los, numa manobra de força, aos valores da cultura “dominante”, contribuem, decerto, para a aniquilação daquilo que provavelmente suscitara a própria tradução. Ao fazer isso, o tradutor torna-se cúmplice tanto da exploração institucional daquele texto e daquela cultura, ambos estrangeiros, como da sua própria sujeição.

É na lógica de uma prática herética da tradução que a Acácia – Revista de Tradução deixa aos tradutores e às tradutoras pleno protagonismo no que ela considera uma construção coletiva de subjetividades condensadas.

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