ROBERTO GODOFREDO CHRISTOPHERSEN ARLT – El gato cocido; La luna roja

Roberto Arlt

 

Roberto Godofredo Christophersen Arlt (Buenos Aires, 2 de abril de 1900 — Buenos Aires, 26 de julho de 1942) foi um novelista, contista, dramaturgo e jornalista argentino, natural do Bairro de Flores, filho de Karl Arlt e de Ekatherine Iostraibitzer, imigrantes europeus. Escreveu seus primeiros contos à idade de oito anos.
Começou a trabalhar em 1924 como secretário de Ricardo Güiraldes e a publicar na revista Proa dirigida por Güiraldes; Ele também escreveu relatórios policiais no jornal Crítica, e desde então se dedicou ao jornalismo.
Seu primeiro livro, El juguete rabioso (1926), é reconhecido como um dos melhores romances argentinos. Em Los siete locos (1929) e Los lanzallamas (1931), o mundo do submundo de Buenos Aires é retratado de forma muito realista, com seus tangos, delinquentes, prostitutas e rufiões. Recebeu o terceiro prêmio no Concurso Municipal de Literatura com seu romance Los siete locos (1932), que é um exame desesperado da desorientação causada pela Primeira Guerra Mundial. Ele viaja para a Espanha e, no seu retorno à Argentina, encontra Juan Carlos Onetti com quem manteve uma boa amizade.

 

Sobre os textos
Conto 1: El gato cocido (1926). Conto 2: La luna roja (1933). O estilo narrativo destes contos se manteve livre e independente da estética dominante em seu ambiente – modernismo e vanguarda. Arlt reivindica a vitalidade da língua espanhola falada nas margens de um espaço urbano tão rico quanto o de Buenos Aires nas primeiras décadas do século XX.

 

Sobre as tradutoras
Virginia Castro Boggio, graduada em Letras Espanhol pela UFSC, atualmente mestranda em Estudos da Tradução na mesma universidade. Maria Barbara Florez Valdez, graduada em Letras Espanhol pela UFSC, atualmente mestranda em Estudos da Tradução na mesma universidade. Gloria Elizabeth Riveros Fuentes, graduada em Letras Espanhol pela UFSC, atualmente mestranda em Estudos da Tradução na mesma universidade.

 

Trecho da tradução

Eu me lembro.

A velha Pepa Mondelli morava na vila de Las Perdices. Ela era tia dos meus cunhados, os filhos de Alfonso Mondelli, o terrível Seu Alfonso, que batia em sua esposa, María Palombi, no salão de seu armazém de secos e molhados. Certa noite ele explodiu, não se pode dizer de outra forma, no sótão do casarão repleto de mercadorias, enquanto, na Itália, a Palombi gastava com os charlatões de Terra Bossa o dinheiro que Seu Alfonso enviava para custear os estudos dos filhos. (Texto completo para download, 496 KB)

 

Como citar esta tradução
ARLT, Roberto Godofredo Christophersen. El gato cocido; La luna roja. Tradução, prefácio e notas: Gloria Elizabeth Riveros Fuentes, Maria Barbara Florez Valdez e Virginia Castro Boggio. Acácia – revista de tradução, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 161-189, 2018. ISSN 2592-3915. Disponível em: <//www.revista-acacia.com.br/2018/01/roberto-godofredo-christophersen-arlt>.

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